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quinta-feira, 19 de maio de 2011

CTG Gaudérios do Sul

Neste mês eu assumí o cargo de primeira secretária (ou sota capataz) do Centro de Tradições Gaúchas Gaudérios do Sul, aquí em Juiz de Fora.
E gostaria de divulgar aquí no blog o vídeo que fiz sobre o alomoço e churrasqueada que acontece todo terceiro domingo do mês, na nossa sede. Estão todos convidados!
Entrem no blog do CTG: gauderiosdosul.blogspot.com
E vejam o vídeo que eu fiz sobre o almoço: http://www.youtube.com/watch?v=E1rCIv_Ixl0
Espero vocês...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nota sobre "O ano de 1500 no sec XXI"

Meu post recente "O ano de 1500 no sec. XXI" causou uma certa "polêmica". Por isso, quero deixar claro o meu ponto de vista:

Meu objetivo não é criticar o trabalho político e social da maioria dos voluntários. Estou aquí para denunciar, criticar e lutar contra, até o fim de minhas forças, o massacre cultural. E ele é escancarado: como diz o texto, um amigo meu deixou de usar adornos, ou, como diz o vídeo, os índios eram proibidos de fazer suas festas, pajelanças e rituais por se tratarem de "pecados". Isso sim é o que eu critico, e dou minha cara a tapa.

Todas as aldeias precisam de auxílio social, pois a educação, saúde, e condições básicas de sobrevivência são insalubres. O índio precisa de hospital e de médico, de escola e professores capacitados, com um bom sistema de ensino, o índio precisa de alimento, pois muitos parentes estão passando fome por não ter dinheiro para comprar o pão, já que por questões ambientais não podem mais caçar. Só quem está "dentro", vê o quão ruim estão as condições de vida nas aldeias.

Creio, ainda, que levar o cristianismo como opção de religião é algo bom, porém a imposição de uma determinada religião, e repreensão dos costumes de outra, direta ou indiretamente, sendo ela evangélica ou não, é crime contra a liberdade religiosa. E, no mais, cultura e religião são coisas bem distintas, não precisando do fim de uma para o início de outra. Um cristão pode e deve se adornar como rezam seus costumes originais.

Peço perdão se sou dura com minhas opiniões, mas eu estou vendo de perto o quanto a cultura indígena está ameaçada. E isso me revolta. Não sei ficar quieta, nem sei ser branda quando a situação está tão caótica.


Ps.: não critico a Missão Caiuá ou seus integrantes, nem nenhuma outra que venha a agir nas aldeias, só chamo a atenção para a repreensão que muitos indígenas sofrem simplesmente por serem quem sempre foram.


E vida longa para todo índio que honra sua cultura e suas raízes, sem se deixar abalar por obsecados religiosos...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MOVIMENTO EU DIGO NÃO A USINA DE BELO MONTE, EU DIGO SIM AO XINGU

Eu participo do movimento
EU DIGO NÃO A HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, EU DIGO SIM AO XINGU.
Participe também, é caso de vida ou morte.
O governo quer construir uma usina hidrelétrica que cobrirá grande parte do Xingu. Milhares de indios ficarão desabrigados, sem lugar para caçar, pescar ou plantar.
Não consultaram os índios, não compareceram quando foram chamados à uma reunião por eles, e ainda os chamaram publicamente de DEMÔNIOS!
Isso é inaceitavel. O governo pensa que pode fazer o que bem entende, passando por cima de vidas assim, sem se preocupar com as famílias que vivem naquele local, e dos desastres ambientais que gerarão com esta loucura. O que eles pensam que estão fazendo?
Vamos nos unir. Se nós lutarmos contra, eles não podem cometer tamanha atrocidade.
Lembrem-se: todo brasileiro de verdade tem pelo menos uma gota de sangue indígena nas veias, e a terra que pisamos, que vivemos e destruimos, na verdade não nos pertence, pertence à eles.
Façam alguma coisa.
Para saber mais, assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ZmOozYXozb8&feature=related
Entre também na comunidade do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=17893436
Aos blogueiros, peguem o selo de protesto a vontade e participem do movimento:


Faça alguma coisa. De que vale o dinheiro se for sujo de sangue?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval

Ai, como é bom o carnaval... A animação, as marchinhas, as fantasias, tudo!
Eu adoro o carnaval. Todas aquelas pessoas animadas, felizes,
querendo se divertir.
O ruim é quando aparece um idiota para brigar... Aí a festa acaba (coisa que vem acontecendo constantemente em Juiz de Fora). Mas quando as pessoas estão realmente querendo só se divertir, é maravilhoso.
E eu resolví fazer algumas pesquisas sobre essa festa do povo, que é a mais linda do mundo.
Procurei um pouquinho da história do Carnaval, e encontrei isto:

*Por volta do séc. XVII, ocorriam na Itália e na França, desfiles urbanos, onde as pessoas usavam máscaras e fantasias. Com a imigração, veio a essência dessa festa para o Brasil.
*No sec. XIX, surgiram os primeiros blocos, cordões e 'corsos' (quando pessoas se fantasiavam e enfeitavam seus carros, dando origem hoje aos carros alegóricos).
*No sec. XX, surgiram as marchinhas.
*No Rio, a primeira escola de samba a ser criada foi a Deixa Falar, atual Estácio de Sá.
*No nordeste, o carnaval de rua manteve suas raízes, tendo como parte o frevo, maracatu e os bonecos gigantes.

Abaixo, um vídeo do Raul Seixas e da Wanderléia cantando algumas marchinhas, nos anos 70, no Fantástico:



Também anotei a letra das marchinhas mais tradicionais:

Allah-lá-ô

Allah-la-ô ô ô, mas que calor ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
o sol estava quente e queimou a nossa cara
Allah-la-ô ô ô, mas que calor ô ô
viemos do Egito e muitas vezes nós tivemos que rezar
Allah, Allah, Allah, meu bom Allah
mande água pra ioiô, mande água pra iaiá
Allah, meu bom Allah

Cabeleira do Zezé

Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é?
Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é?
Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Será que ele é transviado? Mas isso eu não sei se ele é.
Corta o cabelo dele, corta o cabelo dele, corta o cabelo dele, corta o cabelo dele!

Jardineira

Ô jardineira, porque estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a Camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu.
Foi a Camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu.
Vem jardineira, vem meu amor,
Não fique triste, que esse mundo é todo seu,
Tú és muito mais bonita que a Camélia que morreu.

Máscara Negra

Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão
Foi bom te ver outra vez, tá fazendo um ano
Foi no carnaval qua passou
Eu sou aque Pierrô que te abraçou e te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra que esconde teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval
Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval

De quanquer maneira, com ou sem história, conhecendo ou não as marchinhas, aproveite o Carnaval, com responsabilidade e consciência.
Se beber não dirija, use camisinha e não se envolva em briga, pois se este carnaval vai ser inesquecível, tem que ser inesquecivelmente bom.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aulas


Começaram as aulas... e é incrível o total desleixo com as matérias realmente importantes. Não digo que não vou usar as matérias convencionais, mas não ensinam a gente sobre a economia, política, educação financeira, ética, etc. Tudo bem, vou usar o que estou aprendendo, mas usaria muito também coisas assim no meu dia-a-dia. Dizem que grande parte da população brasileira é alfabetizada, mas na verdade é só em partes. Não sabem votar, não sabem o que se passa no exterior, não sabem da econo mia brasileira, nem mundial, e não sabem lidar com o próprio dinheiro. Isso é um absurdo. Quem dera se quando saíssemos da escola, soubessemos abrir uma poupança, dividir nosso sálário, saber o que se passa no exterior, saber da economia brasileira, votássemos com consciência... Aí sim nosso Brasil seria de se orgulhar!